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“Nossas sociedades têm se baseado na ideia de um ser humano autônomo, isolado, que, quanto mais independente for, melhor. Mas os seres humanos são ecodependentes e interdependentes. Isso significa que fazemos parte de um ambiente comum, de um mesmo planeta – e temos que cuidar dele – e que dependemos uns dos outros e devemos também cuidar uns dos outros”.

Esse pensamento de Zaida Muxí, no início de sua apresentação, nesta segunda-feira, 19 de abril, no UIA2021RIO, direcionou o debate Gênero e Cultura, que contou ainda com Gabriela de Matos e Tainá de Paula na moderação. As três arquitetas falaram sobre o ideal de cidades do bem-viver, sobre o importante papel das mulheres na construção destas cidades e sobre o potencial de organização para isso, entre outras questões.

Zaida Muxí destacou que os “cuidados estão na base da vida”; que historicamente estiveram atribuídos às mulheres e sempre foram desvalorizados; mas que devem ser exercidos igualmente por todos, reconhecidos e vangloriados. E acrescentou que o espaço urbano deve refletir e favorecer esses cuidados, permitindo maior autonomia e liberdade para o ser humano.

Os cuidados a que se referiu a arquiteta argentina, que mora e trabalha há mais de trinta anos na Espanha, são os do cotidiano e ela reforçou que “a vida cotidiana deve fazer sua a cidade”. Zaida, então, apresentou vários exemplos de intervenções urbanas feitas em Barcelona com o intuito de recriar espaços públicos. Segundo ela, desde 2017, todas as propostas urbanas na capital catalã são elaboradas sob a perspectiva de gênero, e, entre 2020 e 2021, cerca de 50 hectares foram subtraídos do espaço dos automóveis e recuperados para a permanência, para o caminhar, para os encontros, para o lazer. “Não são espaços comerciais, nem produtivos, nem para a passagem de veículos, e sim para a vida cotidiana”.

Criadora do projeto Arquitetas Negras, um mapeamento da atividade atual de mulheres negras brasileiras na Arquitetura, Gabriela de Matos comentou da “hostilidade histórica das cidades com as mulheres negras” e pontuou: “nós não estamos produzindo soluções para o cotidiano que conhecemos tão bem”.

As razões são diversas e vão desde o acesso à formação em Arquitetura, ao conteúdo formativo e às discriminações no mercado de trabalho. “Embora muitas arquitetas negras da periferia tenham capacidade e vontade para atuar nesses locais, grande parte da formação em arquitetura no país está voltada para o atendimento das elites”, comentou, acrescentando que pouco se estuda o trabalho de mulheres arquitetas (quase sempre as referências são masculinas) e praticamente nada é apresentado sobre arquitetura de matriz africana (à exceção do curso da Universidade Federal da Bahia).

Gabriela também falou da diferença salarial: “a maior parte das arquitetas negras está desempregada ou recebe até dois salários mínimos. A renda média da arquiteta negra é a metade da do arquiteto branco”.

A apresentação de Gabriela levou ao questionamento sobre a capacidade de organização das mulheres para a transformação das cidades. Zaida Muxí contou que os avanços conquistados em Barcelona são resultado de esforços de muitas décadas.

Rompendo quaisquer protocolos que pudessem balizar o debate, Zaida questionou a moderadora Tainá de Paula, que atualmente exerce o mandato de vereadora no Rio de Janeiro, sobre as oportunidades de transformação a partir sua atuação política. Tainá apontou as adversidades e os desafios que enfrenta na Câmara Municipal, lembrou o assassinato da vereadora Marielle Franco – que denunciava as opressões raciais e de gênero – mas adiantou que, por ocasião da revisão do Plano Diretor da cidade do Rio de Janeiro, tem como meta a inclusão de capítulos específicos sobre equidade racial e de gênero no planejamento urbano.

Mencionado por Gabriela de Matos, o lema “organização já!” – da filósofa, antropóloga, professora, escritora e militante do movimento negro e feminista, Lélia Gonzalez – foi retomado ao fim do debate, incitando mais encontros, trocas e iniciativas de mulheres para a criação de cidades mais justas e saudáveis.

Para assistir, acesse: https://aberto.uia2021rio.archi/semana-aberta-uia2021rio/genero-e-cultura/

Fonte; Assessoria de Imprensa UIARio2021

*O 27° Congresso Mundial de Arquitetos se estende até julho deste ano, com conteúdos abertos e programação especial para inscritos no evento. Como parceira institucional do UIARio2021, os profissionais sindicalizados tem 20% de desconto na inscrição do 27° Congresso Mundial de Arquitetos. Informações no email fna@fna.org.br

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“Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”. Este poema de Bertolt Brecht define a trajetória do engenheiro eletricista, companheiro e amigo, Luiz Carlos Correa Soares, que faleceu na madrugada de 17/4, aos 86 anos, em Curitiba (PR). Soares, o imprescindível, foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros). Presente em todas as reuniões da Federação, Soares contribuiu com sua técnica, sua intelectualidade, sua luta e sua generosidade para a construção coletiva de um Brasil justo e solidário. Seu legado e sua história são faróis de memória e resistência para o presente e o futuro.

Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Soares trabalhou na Copel entre os anos de 1966 e 1991, período em que foi implantada toda infraestrutura básica de energia do Paraná. Em 1983, passou a atuar no Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), integrando a direção a partir de 1987. De 2006 a 2008 foi assessor da presidência do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e também assessor de Assuntos Estratégicos da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), por quem foi homenageado com a Medalha do Mérito em 2007.

Publicou os livros: “E se o capitalismo acabasse?”, em 2001 e “Capitalismo terminal”, em 2010, além de teses e textos para congressos nacionais e internacionais. Recebeu da Câmara Municipal de Curitiba o título de relevantes serviços prestados no ano de 1996 e em 2012 recebeu homenagem pela Assembleia Legislativa do Paraná.

Em 2013, nos 20 anos de fundação da Fisenge, Soares recebeu homenagem da Federação em reconhecimento à sua luta na construção de uma entidade de luta e classista. O nosso imprescindível Soares deixa saudade imensa e também um legado de luta em favor dos trabalhadores e das trabalhadoras, de justiça social, de solidariedade e de uma engenharia comprometida com o povo brasileiro. Dedicou sua vida na luta pela democracia e por uma sociedade justa. Soares, o imprescindível, PRESENTE!

Fonte e imagem: Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

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No 15º episódio do FNACast, falamos sobre o projeto Arquicine, capitaneado pela FNA, FeNEA e Câmera Causa, a programação da Federação no 27º Congresso Mundial de Arquitetos e a situação da Ocupação do CCBB, em Brasília.

O FNACAST é uma produção da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) com o intuito de divulgar informações sobre a Arquitetura e Urbanismo no Brasil e fortalecer a classe profissional.

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A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) está presente no maior evento global de Arquitetura e Urbanismo. Junto com seus sindicatos filiados, a federação prepara uma agenda especial de atividades com debates e lives sobre temas importantes da Arquitetura e Urbanismo dentro da proposta central do 27° Congresso Mundial de Arquitetos- Todos os Mundos. Um só Mundo. ARQUITETURA 21.

O evento, que já deu a largada em março com uma semana aberta de programação, retorna agora de 19 a 22 de abril com o eixo temático DIVERSIDADE E MISTURA, com uma agenda recheada e com a participação de expoentes da arquitetura e urbanismo de diversas localidades do Brasil e do mundo.
Na semana de 19 a 22/04, a FNA estreia com a live ‘Elas Pelo Direito à Cidade – ATHIS sob o Ponto de Vista do Movimento Popular’, pontualmente escolhida após um mês de março dedicado a exaltar a luta e o protagonismo de mulheres pelo direito à moradia. A temática retorna na programação aberta do UIARio2021 trazendo como convidadas lideranças femininas que estão à frente de movimentos sociais e entidades.

Os movimentos populares de luta pela moradia estão representados por Ceniriani Vargas da Silva, do Assentamento 20 de Novembro e do Movimento Nacional de Luta por Moradia em Porto Alegre (RS), Sarah Marques do Nascimento, do coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste, de Recife (PE), e a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), Fernanda Carolina Costa. Também participam do debate, pela FNA, o diretor Patryck Carvalho e a presidente Eleonora Mascia.

A live faz parte da mesa ‘Arquitetura da Inclusão Social’, dentro da temática sobre ATHIS, que será amplamente debatida pela federação e seus sindicatos ao longo de toda a programação do 27° Congresso Mundial de Arquitetos. Também com foco na assistência técnica em habitação de interesse social, a FNA irá promover, em maio, a live ‘ATHIS na Prática Profissional: o Encontro com a Arquitetura Popular, com os nomes já confirmados de Maíra Rocha (RJ), Riva Feitoza (SE) e Alexandre Hoddap (SP), evento com coordenação do arquiteto e urbanista e ex-presidente da FNA, Jeferson Salazar. Também em ATHIS, serão realizadas agendas com as pautas ‘ATHIS na Universidade/Extensão: Caminhos Trilhados e Novas Perspectivas e ‘ATHIS e as Cidades para Inclusão: Integração das Políticas nos Territórios’.

No período que antecede o Congresso de 18 a 22 de julho de 2021, a FNA prossegue com uma agenda com lives e debates com os temas relacionados ao Mundo do Trabalho e à ATHIS.

O 27° Congresso Mundial de Arquitetos se estende até julho deste ano, com conteúdos abertos e programação especial para inscritos no evento. Como parceira institucional do UIARio2021, os profissionais sindicalizados tem 20% de desconto na inscrição do 27° Congresso Mundial de Arquitetos. Informações no email fna@fna.org.br

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De 19 a 22 de abril acontece a segunda etapa da SEMANA ABERTA UIARio2021, trazendo para o debate o eixo temático DIVERSIDADE E MISTURA, dentro da programação do 27 Congresso Mundial de Arquitetos.

A semana é 100% ONLINE, GRATUITA E GLOBAL e reúne especialistas nacionais e internacionais em debates sobre os temas: Gênero e Cultura; Cidadania e Patrimônio; Globalidade e Singularidade.

CONHEÇA OS DEBATEDORES DA SEMANA DIVERSIDADE E MISTURA

Zaida Muxi

Zaida Muxi foi uma das primeiras estudiosas das questões de gênero aplicadas ao urbanismo e à arquitetura. Em Barcelona, onde vive desde 1990, formou um coletivo (Col Lectiu Punt 6) e uma rede de pesquisas (Um día, una arquitecta) sobre o tema. É autora dos livros Mujeres, casas y ciudades – Más allá del umbral e, junto a Josep Maria Montaner, Arquitectura y Política

Gabriela de Matos

Gabriela de Matos é criadora do projeto Arquitetas Negras, que mapeia a produção de arquitetas negras brasileiras. Em 2020, foi eleita a Arquiteta do Ano pelo Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). Ela explora a questão racial de forma interseccional ao debate de gênero, de arquitetura e de cidade. Tem especialização em Sustentabilidade e Gestão do Ambiente Construído e é Vice-presidente do IAB-SP.

Fuensanta Nieto

Fuensanta Nieto é uma das mais destacadas arquitetas espanholas da atualidade, fundadora com Enrique Sobejano da Nieto Sobejano Arquitectos, que tem escritórios em Madri e Berlim. Sua carreira é marcada pela conquista de obras de vulto em concorrências públicas. É autora de projetos para museus icônicos como o San Telmo, em San Sebastian, o Centro de Arte Contemporânea e o museu Madinat al-Zahra, em Córdoba, o Palácio de Congressos de Zaragoza, e o anexo do Joanneum Museum, em Graz, na Áustria.

Marcelo Ferraz

Marcelo Ferraz foi colaborador de Lina Bo Bardi por 15 anos e de Oscar Niemeyer, em 2002. Também foi diretor do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi e do programa Monumenta, do Ministério da Cultura, para recuperação de cidades históricas. É um dos fundadores do escritório Brasil Arquitetura e autor dos livros Arquitetura rural na Serra da Mantiqueira (1992), Lina Bo Bardi (1993) e Arquitetura Conversável(2011).

Juan Román

Juan Román é um dos criadores da Escuela de Talca, reconhecida por aproximar seus alunos da prática construtiva e formar profissionais capacitados a responder aos desafios e mudanças culturais da atualidade. Em 2015, recebeu o Prêmio Mundial de Arquitetura Sustentável da Locus Foundation, em Paris, França. Em 2016, foi curador do Pavilhão Chileno na 15ª Bienal de Veneza, onde apresentou a exposição “Contracorrente”, com 15 projetos de estudantes de Talca para áreas rurais.

Rusty Smith

Rusty Smith é diretor associado do Rural Studio, programa de construção de Design da Auburn University, no Alabama (EUA), que oferece aos estudantes a experiência prática na região rural de Black Belt. O Rural Studio conquistou importantes premiações como a Citação Presidencial do Instituto Americano de Arquitetos, o Prêmio Whitney M. Young Jr. de Responsabilidade Social e o Prêmio Global da UNESCO para Arquitetura Sustentável.

Confira os horários da Semana Aberta Diversidade e Mistura UIA2021RIO:

19/04 09h – Gênero e Cultura

Gabriela Matos (Brasil) e Zaida Muxi (Espanha)

Mediação: Tainá de Paula (Brasil)

20/04 09h -Cidadania e Patrimônio

Fuensanta Nieto (Espanha) e Marcelo Ferraz (Brasil)

Mediação: Aline Cruz (Brasil)

21/04 09h – Globalidade e Singularidade

Juan Román (Chile) e Rusty Smith (EUA)

Mediação: Kristine Stiphany (EUA)

22/04 11h -Live da Semana Diversidade e Mistura

Inscreva-se gratuitamente aqui

**A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) é organização parceira do Congresso UIARio2021 e, ao longo de toda a programação até o mês de julho, contará com uma ampla agenda de debates encabeçada por sua diretoria e seus sindicatos Na pauta estarão temas ligados aos desafios do mundo do trabalho e a implementação da ATHIS.

Sindicalize-se! Fique em dia com seu sindicato e garanta 20% de desconto na inscrição do 27° Congresso Mundial de Arquitetos – UIA 2021 RIO, com o tema Todos os Mundos. Um só Mundo. Arquitetura 21.

 

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Após sete anos de tramitação no Congresso, a Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Nº 14.133/2021) foi aprovada e seu texto publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

A lei incorpora em definitivo na norma licitatória brasileiro o regime de “contratação integrada”, que dispensa a existência de projeto previamente às licitações públicas.  Além disso, amplia o universo de sua aplicação.  Agora esse regime passa a ser de uso geral por qualquer instância administrativa (União, Estados, DF e Municípios), para qualquer tipo de obra, independentemente de dimensão ou valor.

A “contratação integrada” foi criada pelo RDC (Regime Diferenciado de Contratações Públicas, Lei 12.462/2011) para uso nas obras de infraestrutura e aeroportos da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, bem como empreendimentos do PAC e do SUS. Sua utilização gerou muita polêmica em razão de diversos casos de aumentos de orçamentos, atrasos, paralisação de obras e denúncias de corrupção. A principal causa, já reconhecida pelo TCU, é justamente a falta de projeto. Pela nova lei, bastará a Administração Pública licitar a obra com base apenas em anteprojeto, deixando por conta da empreiteira vencedora do certame a elaboração e desenvolvimento dos projetos básico e executivo, além da execução de obras e serviços de engenharia.

O CAU e todas as entidades que compõem o Colegiado das Entidades Nacionais de Arquitetos e Urbanistas (CEAU) defendem, desde o início do debate da nova lei, a existência do projeto completo (básico mais executivo) antes da licitação.

Ressalvada a hipótese da “contratação integrada” a nova legislação veda a realização de obras e serviços de engenharia sem projeto executivo. Esse dispositivo vale inclusive para as obras a serem executadas pelo regime de “contratação semi-integrada”, no qual o projeto básico é exigido para o lançamento do edital da licitação (com possibilidade de alteração posterior se tecnicamente justificada). Também na “contratação semi-integrada” foi subtraída, na Nova Lei de Licitações, a exigência de patamar de valor mínimo da obra.

Ao justificar a eliminação do limite de valor em ambos regimes, o governo afirma que a fixação de um patamar mínimo “contraria o interesse público na medida que restringe a utilização dos regimes de contratação integrada e semi-integrada para obras, serviços e fornecimentos de pequeno e médio valor, em prejuízo à eficiência na Administração, além do potencial aumento de custos com a realização de posteriores aditivos contratuais”.

O despacho da Presidência da República justificando os vetos lembra também  “o risco de que tecnologias diferenciadas fiquem impossibilitadas de serem internalizadas em obras de médio e menor porte, tais como: obras de estabelecimentos penais e de unidades de atendimento socioeducativo, no âmbito da segurança pública, melhorias na mobilidade urbana ou ampliação de infraestrutura logística, SUS e PAC”. Argumenta-se ainda que “o dispositivo impacta negativamente em diversas políticas públicas sociais que hoje utilizam a contratação integrada como meio mais efetivo para a realização dos fins traçados no planejamento estatal.”

O RDC estabeleceu que o uso da “contratação integrada” estava condicionada a “inovação tecnológica ou técnica”, bem como “uso de diferentes metodologias ou ”possibilidade de execução com tecnologias de domínio restrito no mercado”.  Nem sempre, contudo, esses critérios foram considerados, conforme diversos acórdãos do TCU e outras fontes.

Outro veto presidencial dispensa a necessidade de apresentação de licenciamento ambiental, caso este seja de responsabilidade da Administração, antes da divulgação do edital da obra. Ou seja, o licenciamento poderá ocorrer só após a obra iniciada e caso venham a ser necessárias mitigações ambientais, isso causara eventual impacto nos custos e prazos da obra. A justificativa do governo é que a exigência inviabilizaria a “contratação integrada”, uma vez que o projeto é condição para obter a licença prévia e nesse regime ele só será elaborado após a concorrência, pela empreiteira vencedora.

Acesse a LEI Nº 14.133, DE 1º DE ABRIL DE 2021 na íntegra

Fonte: CAU/BR
Foto: Jamoon028/Freepik

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Mesmo após uma negociação costurada entre a coordenação do MTST do Distrito Federal e com a participação da Codhab, o governo do Distrito Federal mais uma vez avançou sobre a ocupação CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília, onde moram 34 famílias formadas essencialmente por catadores

A nova investida começou na segunda-feira, dia 05/04, quando a Polícia Militar (re) colocou abaixo nove casas e a escolinha do Cerrado recém construídas com recursos arrecadados de vaquinha online. As estruturas foram erguidas graças a uma ampla frente de solidariedade, com diversas entidades da sociedade civil, entre elas o Sindicato dos Arquitetos do DF, após demolição autorizada pelo governo no final de março. A arquiteta e urbanista Anie Caroline Figueira, do ArquitetosDF, presenciou todas as movimentações arbitrárias contra as famílias do local desde março, quando todas as 34 casas foram demolidas por ordem do governo. E junto com outros profissionais, integrou a equipe que modelou o projeto dos barracos temporários para abrigar as famílias do CCBB.

A ação na CCBB ocorreu três dias após o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, autorizar a remoção das famílias do local, atendendo ao recurso do Governo do Distrito Federal (GDF).  A decisão contraria a liminar da 8ª Vara da Fazenda Pública do DF que proibiu ordens de reintegração da ocupação do terreno ao lado do CCBB durante a crise sanitária. Em nova investida truculenta contra as estruturas que ainda permaneciam em pé no loca, a Polícia Militar retornou nesta quarta-feira (7) à ocupação e, mais uma vez, demoliu a sede da escolinha do Cerrado que atende a crianças em situação de vulnerabilidade social.

Famílias acuadas, a presença de lideranças de movimentos sociais e ativistas não conseguiram impedir que a decisão judicial fosse cumprida, mesmo diante dos fortes argumentos sustentados pela decisão da 8ª Vara da Fazenda Pública do DF. A resistência de ativistas culminou com a prisão do ambientalista Thiago Ávila, Caio Sad, militante da União da Juventude Rebelião e de Erika Oliveira e Pedro Filipe, todos encaminhados para a Delegacia de Polícia de Proteção ao Meio Ambiente.  No final do dia de ontem, uma articulação formada por advogados, parlamentares e outras entidades da sociedade civil conseguiu a liberação dos ativistas.

De acordo com Anie, o cenário atual é desolador para as famílias, que permanecem no local e aguardam por encaminhamento de políticas públicas capazes de mudar a realidade imposta pelo governo do DF.

Leia mais sobre o assunto:

http://www.fna.org.br/2021/03/25/sindicato-dos-arquitetos-do-df-se-manifesta-contra-a-prisao-de-thiago-avila/

http://www.fna.org.br/2021/03/25/apos-remocao-em-plena-pandemia-justica-concede-liminar-para-manter-familias-do-ccbb-no-local/

 

Foto: Nayá Tawane

 

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Depois de uma estreia impactante, em março, com 35,6 mil participantes, de 159 países, em debates focados na questão da desigualdade social, o 27º Congresso Mundial de Arquitetos UIA2021RIO tem continuidade em abril com o tema da diversidade.

De 19 a 22 de abril, será realizada a Semana Aberta Diversidade e Mistura UIA2021RIO. Serão três debates e a Live da Semana – em que as principais questões abordadas nos debates são aprofundadas por especialistas e eles também respondem a perguntas enviadas pelo público.

O primeiro debate de abril, no dia 19 às 9h, reúne as arquitetas Gabriela de Matos (Brasil) e Zaida Muxi (Argentina) em torno do tema Gênero e Cultura.

Gabriela é criadora do projeto Arquitetas Negras, que mapeia a produção de arquitetas negras brasileiras. Em 2020, foi eleita Arquiteta do Ano pelo Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). Ela explora a questão racial de forma interseccional ao debate de gênero, de arquitetura e de cidade. Tem especialização em Sustentabilidade e Gestão do Ambiente Construído e é Vice-presidente do IAB-SP.

Zaida Muxi foi uma das primeiras estudiosas das questões de gênero aplicadas ao urbanismo e à arquitetura. Em Barcelona, onde vive desde 1990, formou um coletivo (Col Lectiu Punt 6) e uma rede de pesquisas (Um día, una arquitecta) sobre o tema. É autora dos livros Mujeres, casas y ciudades – Más allá del umbral e, junto a Josep Maria Montaner, Arquitectura y Política.

A mediação desse maravilhoso encontro fica por conta da arquiteta Tainá de Paula, co-presidente do IAB-RJ, atualmente exercendo mandato de vereadora do Rio de Janeiro.

O segundo debate, no dia 20 de abril, também às 9h, será com a espanhola Fuensanta Nieto e com Marcelo Ferraz, de São Paulo, Brasil. Eles falam sobre Cidadania e Patrimônio. A mediação cabe à arquiteta Aline Cruz, editora do Arquicast, plataforma de podcasts sobre Arquitetura, parceira do UIA2021RIO.

Fuensanta é uma das mais destacadas arquitetas espanholas da atualidade, fundadora com Enrique Sobejano da Nieto Sobejano Arquitectos, que tem escritórios em Madri e Berlim. Sua carreira é marcada pela conquista de obras de vulto em concorrências públicas. É autora de projetos para museus icônicos como o San Telmo, em San Sebastian, o Centro de Arte Contemporânea, em Córdoba, o museu Madinat al-Zahra, também em Córdoba, o Palácio de Congressos de Zaragoza – todos esses na Espanha – e o anexo do Joanneum Museum, em Graz, na Áustria. Marcelo Ferraz, natural de uma cidade pequena em Minas Gerais, foi colaborador de Lina Bo Bardi por 15 anos e de Oscar Niemeyer, em 2002. Também foi diretor do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi e do programa Monumenta, do Ministério da Cultura, para recuperação de cidades históricas. É um dos fundadores do escritório Brasil Arquitetura.

O terceiro debate, sobre o tema Globalidade e Singularidade, traz, no dia 21 de abril, às 9 horas, Juan Román (Chile) e Rusty Smith (Estados Unidos).

Juan Román é um dos criadores da Escuela de Talca, reconhecida por formar profissionais capacitados para responder aos desafios e mudanças culturais da atualidade. Cada aluno apresenta ao final do curso um projeto para a região do Vale Central do Chile. Em 2015, Juan Román recebeu o Prêmio Mundial de Arquitetura Sustentável da Locus Foundation, em Paris, França. Em 2016, foi curador do Pavilhão Chileno na 15ª Bienal de Veneza, onde apresentou a exposição “Contracorrente”, com 15 projetos de estudantes de Talca para áreas rurais.

Rusty Smith tem uma trajetória semelhante: é diretor associado do Rural Studio, programa de construção de Design da Auburn University, no Alabama (EUA). Essse programa oferece aos estudantes de Arquitetura uma experiência prática na região rural de Black Belt. O Rural Studio ficou conhecido ao fomentar o conceito de “reciclar, reutilizar e refazer” e já conquistou importantes premiações como a Citação Presidencial do Instituto Americano de Arquitetos, o Prêmio Whitney M. Young Jr. de Responsabilidade Social e o Prêmio Global da UNESCO para Arquitetura Sustentável. A moderadora será Kristine Stiphany, arquiteta e professora assistente de urbanismo na Texas Tech University.

Depois, no dia 22, às 11 horas, haverá a Live de Semana, quando serão aprofundadas as principais questões abordadas nos debates. O moderador da live será o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento Rio de Janeiro (IAB-RJ), Igor de Vetyemy, que é também o Comissário Geral do UIA2021RIO.

Os congressistas têm acesso a todo o conteúdo da Semana mesmo depois das apresentações – eles ficarão disponíveis por dois anos na plataforma exclusiva do UIA2021RIO.

Na plataforma também estarão outros conteúdos exclusivos, como as ArchiTalks, que, em abril, serão 13, com nomes de peso como:

  • Adriano Mascarenhas (Brasil)
  • Bruno Lima (Brasil)
  • Cazu Zegers (Chile)
  • Celso Rayol (Brasil)
  • Fernanda Barbara (Brasil)
  • Yolande Daniels (EUA)
  • Li Xinggang (China)
  • Lua Nitsche (Brasil)

 

  • Mario Figueroa (Brasil)
  • Peter Rich (EUA)
  • Rocco Yim (China)
  • Tang Yan (China)
  • Tia Kansara (Reino Unido)

 

Confira   os   horários   da   Semana   Aberta   Diversidade   e   Mistura UIA2021RIO:

 

19/04 09h Gênero e Cultura

Gabriela Matos (Brasil) e Zaida Muxi (Espanha)

Mediação: Tainá de Paula (Brasil)

20/04 09h Cidadania e Patrimônio

Fuensanta Nieto (Espanha) e Marcelo Ferraz (Brasil)

Mediação: Aline Cruz (Brasil)

21/04 09h Globalidade e Singularidade

Juan Román (Chile) e Rusty Smith (EUA) Mediação: Kristine Stiphany (EUA)

22/04 11h Live da Semana Diversidade e Mistura

Mediação: Igor de Vetyemy (Brasil)

 

**A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) é organização parceira do Congresso UIARio2021 e, ao longo de toda a programação até o mês de julho, contará com uma ampla agenda de debates encabeçada por sua diretoria e seus sindicatos Na pauta estarão temas ligados aos desafios do mundo do trabalho e a implementação da ATHIS.

Sindicalize-se! Fique em dia com seu sindicato e garanta 20% de desconto na inscrição do 27° Congresso Mundial de Arquitetos – UIA 2021 RIO, com o tema Todos os Mundos. Um só Mundo. Arquitetura 21.

 

 

 

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A Universidade Estadual de Campinas, através do seu Diretório de Cultura e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, promove o Fórum Permanente Cidades Criativas, que ocorre nos dias 14 e 15 de abril. As inscrições, que são gratuitas, já estão abertas até o dia 14/4 clicando neste link.

Ana Carla Fonseca Reis, Claudia Leitão, Sidney Bernardini, Claudia Seldin, Mariana Fix, Luciana Guilherme, Lauro Luiz Francisco Filho e Julia Zardo apresentam e debatem estes e outros temas relacionados com as Cidades Criativas, a Economia Criativa e o futuro de nossas cidades.

Confira a programação:

14/04 (quarta-feira)

14h – Abertura

14h15 – Mesa 1 – Economia e cidades criativas no mundo e no Brasil

Ana Carla Fonseca Reis – Professora e Coordenadora de cursos de pós-graduação em economia da cultura, economia criativa e cidades na Fundação Getulio Vargas/SP, na Universidade Candido Mendes/RJ e na Universidad Nacional de Córdoba (Argentina) e professora da Universidad Rey Juan Carlos (Espanha) e de centros de conhecimento, como a Casa do Saber e o Cultura e Mercado.

15h -A Firjan e o Levantamento da Economia Criativa no Brasil

Joana Afonso Siqueira – Representante da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Foi responsável pela elaboração do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, participação em diversas pesquisas e estudos com foco em inovação, empreendedorismo, desenvolvimento econômico e mercado.

15h40 – A Economia Criativa Brasileira

Claudia Leitão – Professora do Mestrado Profissional em Gestão de Negócios Turísticos da Universidade Estadual do Ceará, onde participa do Grupo Unificado de Pesquisa sobre Estudos Turísticos e de Hospitalidade.

16h20 – Debate

Moderador: Prof.Dr. Sidney Piochi Bernardini – Professor e pesquisador no Departamento de Arquitetura e Construção da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Construção da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP.

15/04 (quinta-feira)

14h -Mesa 2 – Cidades criativas e movimentos de insurgência

A insurgência e as Cidades Criativas

Claudia Seldin – Pesquisadora e professora visitante júnior no Center for Metropolitan Studies da Tecnhische Universitat Berlin, onde possui uma fellowship da Alexander von Humboldt Stftung em convênio com a CAPES.

14h40 – O Estado em rede

Luciana Lima Guilherme – Professora de graduação e pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Markenting (ESPM/RJ). Professora visitante do MBA em Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão da Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ).

15h20 – Participação popular e as Cidades Criativas

Mariana de Azevedo Barreto Fix – Professora e pesquisadora no Departamento de História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e do Urbanismo da Universidade de São Paulo. Foi professora no Instituto de Economia da UNICAMP.

16h – Debate

Moderador: Prof. Dr. Lauro Luiz Francisco Filho – professor e pesquisador no Departamento de Arquitetura e Construção da Faculdade de Engenharia Civuil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP.

17h – Encerramento.

Foto: dabldy/iStock

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A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) e a Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FENEA) lançam, neste mês de abril, o Projeto ArquiCine, ação com o objetivo de divulgar o trabalho e a atuação de arquitetos e urbanistas em ações que tenham como foco cidades inclusivas, democráticas e com espaços de maior qualidade.  Serão duas oficinas gratuitas que ensinarão aos profissionais e líderes dos movimentos como produzir audiovisuais com uso de celulares. As produções resultantes das oficinas integrarão a Mostra ArquiCine/Câmera Causa no 27° Congresso Mundial de Arquitetos (UIARio2021), em julho.

Nesta primeira etapa, o projeto será exclusivamente voltado à atuação dos profissionais em parceria com movimentos sociais visando a produção de moradia digna nas cidades brasileiras.  A escolha do tema se baseia na realidade de que o Brasil é referência internacional em projetos de produção de moradias populares por meio de mutirão e autogestão, legado que vem sendo construído coletivamente pelos movimentos populares e inúmeros profissionais, com destaque para os arquitetos e urbanistas.

Vale lembrar que, desde 2008, o país tem a Lei Federal Nº 11.888 que define como direito dos cidadãos o acesso à assistência técnica em áreas de habitação de interesse social. Apesar dos desafios de sua aplicação no Brasil, é uma importante referência na produção social da moradia. “O projeto ArquiCine quer justamente reconhecer e difundir essas histórias que são referência nacional e internacional em assistência técnica e autogestão e evidenciar o papel essencial dos arquitetos e urbanistas no planejamento urbano e nas políticas habitacionais”, destacou a presidente da FNA, Eleonora Mascia.

Para viabilizar a ação, FNA e Fenea firmaram parceria com o Projeto Câmera Causa (http://facebook.com/cameracausa), dos cineastas Gustavo Spolidoro e Lucas Heitor Beal Sant’Anna. Os profissionais ministrarão oficinas online que irão instruir e incentivar a produção audiovisual realizada pelos alunos através de seus dispositivos móveis. Estas oficinas têm foco na reflexão sobre moradia e no trabalho de arquitetas (os) em conjunto com membros dos movimentos sociais atendidos por projetos da área da arquitetura e urbanismo em todo o país.
Inicialmente, serão abertas duas turmas, com 20 vagas cada. Calcula-se que cada oficina terá como resultado a produção de cinco curtas-metragens feitos em dispositivos móveis.

Como participar
As inscrições para as oficinas estão disponíveis no formulário (clique aqui para acessar).

Cada equipe deverá ter, no mínimo, um arquiteto e urbanista devidamente registrado no CAU e um representante da comunidade e/ou movimento social a ser retratado. O limite máximo de participantes é de quatro pessoas por equipe. As produções poderão contar com a colaboração e participação de outros profissionais e integrantes da comunidade (mesmo que não inscritos nas oficinas) desde que devidamente creditados.
As produções realizadas no âmbito do ArquiCine terão plena cedência de direitos e usos à FNA, FENEA, UIA E CÂMERA CAUSA, para livre uso em sites, redes socais e quaisquer outros meios, com a identificação e crédito dos autores.

Cronograma

Oficina 1

SÁBADO 24/4 – 9h às 13h;
SÁBADO 24/4 – 14h às 16h;
DOMINGO 25/4 – 9 às 13h; Alunos filmam na semana em seus locais e equipamentos;
SÁBADO 1/5 9 às 13h – consultorias por Grupos;
DOMINGO 2/5 – 9 às 13h – alunos entregam vídeo final e sessão para equipes, profes e FNA com debate; DOMINGO 2/5 – 14 às 18h – consultoria por grupos para finalização total

Oficina 2

SEGUNDA, TERÇA E QUARTA 26/4, 27/4 e 28/4 (18H ÀS 22H);
Alunos filmam e editam na semana;
SEGUNDA 3/5 – 18 às 22h – consultoria por grupos;
TERÇA 4/5 – 18h as 22h alunos entregam vídeo final e sessão para equipes, profes e FNA com Debate;
QUARTA 5/5 – 18h as 22h – consultoria por grupos pra finalização total.

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