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O Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU) se manifesta, em nota técnica, contrário à Resolução CGSIM nº 64, de 11 de dezembro de 2020, do Ministério da Economia, que “versa sobre a classificação de risco no direito urbanístico” e impacta diretamente na gestão municipal no que concerne ao licenciamento urbano. A nota também é assinada por Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), BR Cidades, Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ).

Trata-se de ato administrativo normativo extenso, que pretende submeter o direito urbanístico a uma classificação de risco que, em conformidade com o princípio da liberdade econômica, permita uma flexibilização do licenciamento urbanístico nas cidades brasileiras.

>> Leia a nota na íntegra << 

Com informações do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU)

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Após três audiências emergenciais realizadas com a prefeitura do Rio de Janeiro, solicitadas pela vereadora Tainá de Paula (PT), as famílias desabrigadas pelo incêndio na Ocupação Unidos Venceremos ganharam a promessa de que serão encaminhadas para o aluguel social, uma demanda da comunidade que logo nas primeiras horas após o incêndio foram encaminhadas para um galpão próximo ao local sem a minha infraestrutura básica, considerando ainda a necessidade de distanciamento social por conta da Covid-19.

As audiências solicitadas pelo gabinete da arquiteta e urbanista Tainá de Paula tiveram a participação do vice-prefeito e secretário de Habitação da cidade, Nilton Caldera. De acordo com Tainá, o aluguel social foi uma conquista, mas a promessa precisa ser acompanhada uma vez que ainda não saiu do papel. A vereadora presenciou as condições insalubres das acomodações ofertadas pelo poder público e pressionou para que o pedido dos moradores pelo aluguel social fosse atendido.

A Unidos Venceremos em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, concentra cerca de 1.000 famílias e, com a tragédia no último dia 14/01, 250 ficaram desabrigadas. Em contato com líderes da comunidade, Tainá reportou que a situação das famílias era dramática, muitas formadas por idosos, crianças, gestantes e pessoas com necessidades especiais.

Foto: Reprodução Instagram e Tainá de Paula

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As cidades são o locus do convívio no espaço público e do exercício da política, com seus bairros, ruas, praças, parques, avenidas, locais da vida em comunidade. No entanto, em momentos como este da pandemia do coronavírus, em que a vida é posta à prova por uma ameaça maior, o senso de coletividade precisa sobressair. Frente ao colapso no sistema de saúde vivido neste janeiro de 2021 no Amazonas, as entidades representativas de Arquitetura e Urbanismo dirigem-se à população brasileira e, em especial, aos órgãos governamentais responsáveis pelo sistema de saúde, conclamando o que segue:

– Se a circulação é uma ameaça à vida, é urgente assegurar o máximo isolamento social possível. Para tanto, é essencial disponibilizar as condições para a ampliação do período de lockdown nas ruas de Manaus (AM), com determinação oficial do governo e apoio da população para a efetividade da medida. É primordial a fiscalização e o controle sobre aglomerações e eventos não autorizados, mantendo apenas as atividades essenciais em funcionamento.

– Defendemos a suspensão integral de qualquer procedimento de reintegração de posse ou despejo que resulte em exposição de cidadãos e/ou comunidades em situação de fragilidade social ou econômica.

– Como medida de prevenção, sugerimos a instalação de unidades emergenciais de higienização e controle de saúde nas áreas mais vulneráveis e zonas ribeirinhas, oferecendo diagnóstico e tratamento precoce da Covid-19. Em havendo a necessidade de sair à rua, é essencial que se exija o uso de máscaras e de álcool gel, disponível em todo e qualquer ambiente coletivo.

– É fundamental que toda estrutura pública de saúde seja preparada para o atendimento integral aos pacientes que necessitem de internação para tratamento da Covid-19. Não é admissível a falta de insumos como oxigênio e medicação destinada aos procedimentos de UTI, o que deve ser tratado com prioridade máxima na situação de pandemia. Por isso, defendemos a extinção de medidas como o teto dos gastos para saúde pública e a privatização da saúde.

– Por fim, conclamamos todos os esforços necessários para que seja iniciada imediatamente a vacinação ampla contra a Covid-19, em campanha pública nacional para toda população brasileira. Apenas a vacinação em massa poderá deter a circulação epidêmica do coronavírus e cessar as mortes, que já ultrapassam a marca de 208 mil vidas perdidas.

 

Manaus, 15 de janeiro de 2021

 

Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Amazonas (SINDARQ/AM)

Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA)

Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) – AM e DN

CAU/AM

AsBEA/AM

Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFAM

Curso de Arquitetura da Universidade Nilton Lins

 

 

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A nova gestão do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) tomou como sua primeira decisão a suspensão do reajuste de Anuidade, RRT e outras taxas aplicadas em 2021. Dessa forma, os valores integrais das taxas devidas ao CAU voltam a ser os mesmos do ano passado. Os valores da Anuidade e do RRT, bem como a forma de reajuste, são definidos pela Lei 12.378/2010, que regula o exercício da Arquitetura e Urbanismo no Brasil.

A proposta de cancelamento do reajuste foi feita por meio de diversos CAU/UF que enviaram ofícios ao CAU/BR, alertando para a necessidade de medidas em face da crise econômica, social e sanitária causada pela pandemia de covid-19. A pauta foi acolhida pelos novos conselheiros do CAU/BR durante a 108ª Reunião Plenária Ordinária, realizada nesta sexta-feira (15/01).

“O clamor precisa ser respondido, precisamos dar essa resposta aos profissionais neste cenário emergencial de crise sanitária”, afirmou a presidente do CAU/BR, Nadia Somekh. O novo valor da Anuidade 2021 estará disponível no SICCAU a partir de segunda-feira (18/01) para quem ainda não efetuou o pagamento à vista. Profissionais e empresas que já optaram pelo parcelamento deverão refazer o procedimento para baixar os boletos com o valor menor. Os que já efetuaram o pagamento à vista serão compensados ou ressarcidos.

Mais descontos para os arquitetos

Estão mantidos, ainda, os novos descontos previstos pela Resolução CAU/BR Nº 193, além daqueles previstos pela Lei 12. 378/2010 (50% para profissionais com menos de 2 anos ou mais de 30 anos de formado). No caso dos RRT e das taxas de emissão de carteira profissional, os novos valores já estarão disponíveis no SICCAU tão logo a deliberação seja publicada. Veja abaixo os descontos criados para a Anuidade 2021 pela Resolução Nº 193/2020:

a) 30% para arquitetos e urbanistas que tenham entre 2 e 3 anos de formados;
b) 20% para arquitetos e urbanistas que tenham entre 3 e 4 anos de formados; e
c) 10% para arquitetos e urbanistas que tenham entre 4 e 5 anos de formados.
d) Até 90% de desconto na anuidade do CAU para pessoas jurídicas.

Outras novidades para a Anuidade 2021 são a ampliação de cinco para seis do número de parcelas das anuidades, tanto para o registro de profissionais quanto de empresas; separação dos vencimentos das anuidades de pessoa física e jurídica e menor multa de mora nos casos de débitos. Para conhecer todos os descontos e prazos para a Anuidade 2021, clique aqui.

Mais descontos e mais prazos

Arquitetos e urbanistas devem ficar atentos aos prazos de descontos da Anuidade 2021. Além dos descontos já mencionados, há desconto de 10% para o pagamento à vista em janeiro e 5% para pagamento à vista em fevereiro. A Anuidade 2021 de pessoas físicas e jurídicas também poderá ser parcelada em até 6 vezes, em datas diferentes.

Profissionais podem parcelar a Anuidade 2021 de janeiro a junho, enquanto as empresas podem parcelar de julho a dezembro. Assim, arquitetos e urbanistas sócios de empresas podem parcelar sua anuidade de pessoa física nos primeiros seis meses do ano e a anuidade de pessoa jurídica no último semestre, se assim desejarem.

Com informações do CAU/BR

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Elas já são maioria no universo de profissionais de Arquitetura e Urbanismo no Brasil – 64% segundo Censo do CAU –  e, agora, as mulheres ganham representatividade cada vez maior ao assumirem o comando de importantes organizações que atuam na área.  A presença feminina nunca foi tão consistente e, cada vez mais, elas estão na linha de frente protagonizando lutas sociais, profissionais, educacionais e tantas outras que fazem parte do dia a dia. O movimento que reflete a realidade da profissão foi sentido com bastante ênfase em outubro passado depois dos resultados das eleições do CAU. Na escolha dos conselheiros estaduais e federais titulares para a gestão 2021/2023, 210 mulheres (51%) foram eleitas para ocupar as 411 cadeiras disponíveis, conforme dados divulgados logo após a eleição e antes da confirmação do período de recurso.

A eleição de Nadia Somekh nesta quinta-feira (14/01) para a presidência do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) consolida esse movimento que já tem mulheres à frente de outras cinco importantes organizações que representam arquitetos e urbanistas, estudantes e a atividade profissional como um todo. Nadia, de São Paulo, será a primeira liderança feminina à frente do CAU/BR, criado em dezembro de 2011. Ela foi eleita por maioria entre os 28 conselheiros federais aptos ao voto e estará comandando a gestão 2021-2023. Nadia Somekh é professora emérita da Universidade Presbiteriana Mackenzie e também tem trajetória na carreira pública. Trabalhou na Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo durante 16 anos e, entre 2002 e 2004, esteve à frente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) na capital. Também foi eleita presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultura e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP) em 2013.

Em 2020 outras duas organizações de cunho nacional tiveram profissionais mulheres assumindo gestões. Em agosto passado, a arquiteta e urbanista de Belo Horizonte Maria Elisa Baptista foi escolhida a primeira mulher a presidir o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) desde a sua fundação, em 1921. Ex-conselheira federal do CAU/BR por Minas Gerais, Maria Elisa é doutora em Urbanismo pelo PROURB-UFRJ (2011), mestre em Arquitetura e Urbanismo (2000) e graduada em Arquitetura e Urbanismo (1977) pela Universidade Federal de Minas Gerais. É professora-adjunto nível IV, e foi coordenadora do Curso e Chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Ela tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Arquitetura, atuando principalmente nos temas projeto de arquitetura, espaço público, reabilitação urbana e ensino.

No início do ano, a luta pelos direitos dos profissionais arquitetos e urbanistas, o fomento à presença do profissional arquiteto e urbanista em outras frentes de atuação e um trabalho permanente pela redução das desigualdades sociais ganhou mais uma liderança feminina. Foi quando a arquiteta e urbanista gaúcha Eleonora Mascia tomou posse na presidência da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) para a gestão que se estende até 2022. Nos 41 anos da FNA, Eleonora se tornou a segunda mulher a presidir a entidade que representa os sindicatos de arquitetos e urbanistas de todo o país. O feito ocorreu 30 anos após a arquiteta e urbanista Valeska Peres Pinto ser a primeira mulher a comandar a Federação.

Em outra frente, a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) tem como presidente na gestão 2020/2021 a arquiteta e urbanista Ana Maria Reis de Goes Monteiro, que vem comandando a organização com foco constante em pautas como a capacitação de docentes e coordenadores de curso, a promoção do debate sobre o ensino a distância, a implantação da extensão, a acreditação de cursos, a ATHIS, dentre outros temas afins. A Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) também tem na sua presidência nacional outra importante referência feminina na área, a arquiteta e urbanista, professora doutora no Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, (IAU – USP) e no Programa de Pós Graduação (IAU – USP), Luciana Schenk.

Para fechar, a arquiteta e urbanista pela Universidade Feevale, Francieli Schallenberger compõe desde 2018 a diretoria nacional da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA), em sua segunda gestão como parte da Diretoria Geral. Durante o curso, fez parte de projetos de extensão relacionados a questões de moradia em áreas vulneráveis, e integrou a gestão do Diretório Acadêmico.

 

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A arquiteta e urbanista Nadia Somekh, de São Paulo, foi eleita nesta quinta-feira (14/01) presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) para o triênio 2021-2023. É a primeira vez que uma mulher ocupa o cargo.

A escolha se deu, por votação secreta, entre os 28 conselheiros federais titulares. A arquiteta obteve 19 votos. Suas propostas para o CAU/BR foram apresentadas na reunião: enfrentar junto à sociedade os desafios da crise econômica e do trabalho, com atenção à diversidade; apoiar diversas formas de empreendedorismo, cooperativismo e qualificação dos escritórios; diminuir a vulnerabilidade das moradias por meio do programa “Mais Arquitetos”; estimular programas inovadores a exemplo do CAU Educa; e sensibilizar a população quanto à importância da Arquitetura e Urbanismo, aproveitando a realização do 27º Congresso Mundial de Arquitetos (UIA2021RIO).

Nadia Somekh se propõe ainda, de forma “democrática e participativa”, buscar a coesão das ações do conjunto autárquico do CAU (CAU/BR mais CAU/UFs) e das demais entidades do CEAU (Colegiado das Entidades Nacionais de Arquitetos e Urbanistas do Brasil): ABAP, ABEA, AsBEA, FNA, IAB e FeNEA..

Também concorreram ao cargo os conselheiros Matozalém Santana, do Tocantins, e Marcelo Rodrigues, do Maranhão. Eles receberam nove e zero votos, respectivamente.

Nadia Somekh é professora emérita da FAU-Mackenzie, doutora pela FAU-USP. Recebeu em agosto de 2018 do ministério da Educação Nacional do Ensino Superior e da Pesquisa da Republica Francesa a Palma Acadêmica sendo nomeada “Chevalier dans Ordre des Palmes Academiques”; Foi presidente do CONPRESP e diretora do Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo 2013 a 2016,quando concebeu a Jornada do Patrimônio na cidade de SP em 2015. Foi presidente da EMURB 2002 A 2004 e secretária de Desenvolvimento Econômico de Santo André 200 a 2202, entre outros cargos públicos. Foi Diretora da FAU Mackenzie 2005 a 2009 e coordenou a estruturação do programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie. Foi Conselheira da UIA (União Internacional de Arquitetos 2008/2017) é conselheira do IAB, foi eleita Conselheira Federal pelo CAU para o triênio 2018/2020 e reeleita para o triênio 2021-2023. Professora convidada do IUP (Institut d Urbanisme de Paris) e da Universidade de Cergy Pontoise. É autora de “A Cidade Vertical e o Urbanismo Modernizador”, entre outros livros e artigos, pesquisa verticalização das cidades brasileiras e projetos urbanos e Patrimônio Histórico na metrópole contemporânea.

Propostas para a gestão 2021-2023

A nova gestão pretende ainda fortalecer as ações institucionais e parlamentares e a articulação política, definindo as pautas do CAU em defesa dos interesses da profissão; e pleitear eficiência e transparência nos processos de licenciamento por parte dos órgãos públicos, valorizando a responsabilidade técnica, o direito autoral e reduzindo a burocracia. Deverão ser criados novos mecanismos para ampla participação dos arquitetos e urbanistas em processos decisórios do CAU/BR.

Na área de ensino e formação, objetivo é dialogar com o Ministério da Educação, em favor da qualidade de ensino e de condições de oferta e financiamento distribuídas de modo mais equilibrado no território nacional; além de enfrentar a questão premente do Ensino à Distância e a questão dos estágios no processo de formação e de prática profissional.

No plano interno, uma das prioridades é atualizar com urgência as bases de tecnologia, entre elas o SICCAU (Sistema de Informação e Comunicação do CAU).

Processo eleitoral

Este ano, em razão da pandemia da Covid-19, a 108ª Reunião Plenária Ordinária, em que se deu a eleição, foi realizada de forma híbrida, ou seja, alguns conselheiros federais estiveram presentes na sede do CAU/BR em Brasília, outros participaram de forma virtual.

Um sistema eletrônico permitiu a realização concomitante da votação dos presentes e dos participantes online. A reunião foi transmitida ao vivo e a gravação está disponível no canal do YouTube do CAU/BR (youtube.com/oficialcaubr).

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do CAU/BR
Foto em destaque: Israel de Lima Rodrigues/ Divulgação CAU/BR

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Os 28 conselheiros federais do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) estão escolhendo hoje (14/1) o nome de quem irá ocupar à presidência do CAU/BR para os próximos três anos. A eleição iniciada às 9h se estende até às 18h, de forma secreta. Um sistema eletrônico está permitindo a realização concomitante da votação dos conselheiros presentes na sede do CAU/BR em Brasília e dos que vão participar online, por meio de videoconferência.

O pleito ocorre concomitante a 108° Reunião plenária do CAU/BR, a primeira dessa nova gestão, com a participação dos novos conselheiros escolhidos pelo voto direto dos arquitetos e urbanistas de todo o Brasil, em votação ocorrida no dia 15 de outubro de 2020.

Ainda hoje, serão escolhidas as composições das Comissões Ordinárias e Especiais do CAU/BR. São cinco Comissões Ordinárias: Ensino e Formação (CEF), Ética e Disciplina (CED), Exercício Profissional (CEP), Organização e Administração (COA) e de Planejamento e Finanças (CPFi). Já as Comissões Especiais são: Política Profissional (CPP), Política Urbana e Ambiental (CPUA) e Relações Internacionais (CRI), assim como os membros da Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

Na agenda, haverá ainda a posse conselheiro suplente pelo Estado de Roraima, Luiz Afonso Maciel de Melo, e da conselheira suplente pelo Estado de São Paulo, Helena Aparecida.

Assista ao vivo pelo canal do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=W8STw61DR3Y

Foto: Wildpixel / Istock

 

 

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O aniversário de 160 anos da Caixa Federal foi marcado por protestos e mobilizações pelo país nesta terça-feira (12/01). Para chamar a atenção dos brasileiros para as ameaças sofridas pelo maior banco público do Brasil e para os efeitos que a privatização do mesmo pode trazer, às 11h, entidades e movimentos sindicais se reuniram e promoveram um tuitaço utilizando as tags #ConvocaCaixa, #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil, #PrivatizaNão e #Caixa160anos. A ação movimentou o Twitter com informações históricas sobre a Caixa e com frases em defesa do banco.

Funcionária da Caixa, a presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Eleonora Mascia, declara que é necessário defender o banco das ameaças de privatização do atual governo. “Precisamos defender a Caixa como 100% Pública, assim como outras estruturas fundamentais para implementar políticas públicas e garantir acessos a serviços para toda população brasileira. A pandemia do coronavírus aprofundou ainda mais os desafios e a demanda imediata por planejamento nas nossas cidades”.

Diversos atos foram realizados por estados brasileiros contra o desmonte. Conforme informações do site da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), mobilizações estavam previstas para ocorrer em Brasília, no Piauí, em Belo Horizonte, em São Paulo e na Bahia. Além disso, a Fenae promoveu debate, às 19h, com transmissão ao vivo pelo Facebook e pelo canal no YouTube da Federação. Em pauta estavam temas como importância dos empregados durante a pandemia, as ameaças de privatização e os desafios das entidades para os próximos anos.

A ameaça mais contundente em relação à Caixa foi a Medida Provisória 995, editada em agosto de 2020. A Medida permitiu a criação de subsidiárias do banco com o objetivo de privatização. O documento perdeu a validade no dia 3 de dezembro, mas o período de vigência do documento foi suficiente para preparar áreas essenciais do banco para venda, como as ligadas à Caixa Seguridade e, inclusive, o banco digital.

“A importância social e histórica da Caixa precisa ser compreendida em suas várias dimensões: econômica, ambiental, política, social, cultural, alimentar e civilizatória. Uma nova etapa de propósito surge no horizonte da mobilização para assegurar que o banco se mantenha como empresa pública. A preocupação com o futuro vincula-se a toda uma articulação para que a Caixa permaneça em sintonia com o ritmo do desenvolvimento sustentável e com as diversas demandas que emergem dos movimentos sociais ao redor do país”, afirma Sergio Takemoto, presidente da Fenae.

Com informações da Fenae
Foto em destaque: Divulgação/ Sindicato dos Bancários da Bahia

>> Leia entrevista com o presidente da Fenae em https://www.fenae.org.br/portal/fenae-portal/noticias/caixa-publica-e-de-carater-social-simboliza-o-que-queremos-defender-no-brasil-afirma-sergio-takemoto.htm

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Ações de fiscalização da Arquitetura e Urbanismo, realizada pelos CAU/UF em todo o país, ganharam novas regras com a Resolução CAU/BR Nº 198. O documento traz normas adaptadas às diferentes realidades vivenciadas por arquitetos e urbanistas em todo o Brasil, definindo melhor as situações passíveis de sanção, desburocratizando o trâmite administrativo para acelerar os processos, estabelecendo indicadores de eficiência, preservando a autonomia dos CAU/UF e padronizando a dosimetria das sanções, esclarecendo circunstâncias agravantes e atenuantes no julgamento dos processos.

As novas regras, que entram em vigor em setembro de 2021, estabelecem procedimentos para instauração, instrução e julgamento de processos e para aplicação de penalidades por infração à legislação vigente. As ações dos agentes de fiscalização devem atender a quatro etapas distintas:

Educativa: fazer com que a sociedade conheça o trabalho do arquiteto e a legislação do CAU;

Preventiva: possibilitar a regularização de situações de desconformidade com as normas vigentes;

Corretiva: informar os arquitetos quanto à atuação ética, lícita e regular dentro da profissão;

Punitiva: aplicar a sanção devida, após vencidas as fases anteriores.

As novas regras foram construídas coletivamente em seis Oficinas de Fiscalização realizadas em várias regiões do país, com a colaboração de todos os 27 CAU/UF. Esse trabalho foi realizado pela Comissão Temporária de Fiscalização do CAU/BR, que trabalhou durante os anos de 2019 e 2020, com o objetivo de promover o correto exercício profissional da Arquitetura e Urbanismo em todo o território nacional.

Serão consideradas infrações ao exercício profissional da Arquitetura e Urbanismo: o exercício ilegal da profissão (por leigos); exercício irregular da profissão (por arquitetos e urbanistas com situação irregular no CAU); ausência de RRT; ausência de responsável técnico para a atividade; RRT registrado em desacordo; obstrução de atos da fiscalização; sonegação de informação; ausência ou utilização irregular de placa; utilização irregular dos termos “Arquitetura” ou “Urbanismo”; publicidade em desacordo com o registro da atividade; e omissão de responsável técnico em publicação.

Confira aqui a Resolução 198

Foto: Kwangmoozaa / istock

 

*Com informações do CAU.

 

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Nichos para banheiro. Esse foi o assunto que deu vida ao primeiro vídeo no YouTube da arquiteta e urbanista paulista Patricia Pomerantzeff, 38 anos, em 2017. Buscando conteúdos on-line sobre a profissão e não os encontrando na linguagem em que gostaria, ela venceu a timidez e foi para a frente das câmeras falar sobre temas que amava. Assim, a profissional iniciou a jornada do canal Doma Arquitetura, que atualmente tem 943 mil inscritos, além do perfil no Instagram (@domaarquitetura), que soma mais de 670 mil seguidores. Os números conferem a ela o título de maior canal sobre Arquitetura do Brasil.

Formada em Arquitetura e Urbanismo desde 2006 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Patricia carrega em si uma forte veia artística, impulsionada por sua graduação em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em 2004. A junção das duas formações proporcionam à arquiteta um olhar diferenciado na hora de desenvolver projetos e de produzir conteúdos para a internet. “Nas Artes, sempre gostei de testar a plasticidade dos materiais e descobri que, na Arquitetura, há um universo gigantesco a se explorar. Cada vez que se aprofunda mais nos materiais, você percebe que tem mais para aprender”, pontua. Uma paixão que é comprovada ao olhar o perfil no Instagram de Patricia, que sempre conta com uma dica recente de marcas de revestimentos elegantes ou de pisos funcionais.

Ao relembrar sua investida com os vídeos, Patricia conta sobre a ajuda que recebeu do marido, Pedro Andrade, no início da jornada pela internet. “Gravei um vídeo, morrendo de vergonha, e deixei na gaveta por seis meses. Gravei outro e outro. Aí, o marido disse: “não, vamos lá”. Tomei coragem de postar, me achando ridícula”, lembra. Nos comentários da primeira gravação, a arquiteta notou que as pessoas perguntavam sobre temas que ela não tinha a resposta “na ponta da língua”. “Eu precisei estudar para poder responder, e isso é muito maravilhoso. Os comentários e as perguntas faziam ter assuntos para novos vídeos”.

Ao mesmo tempo, a arquiteta e urbanista, que já é considerada influenciadora digital, afirma ser apaixonada pelo dia a dia da obra. “Acredito muito que a gente só consegue fazer um detalhe de um projeto bem feito se sabe como funciona na obra. Não sei como é ser arquiteto só de escritório porque eu nunca fui”, declara. Por isso, ao estar sempre presente na evolução dos projetos, não é raro ver Patricia sozinha em meio às obras, com um tripé e uma câmera a tiracolo, gravando detalhes para os seguidores. Ela assegura que, além das fotos em família, o que mais gera engajamentos no seu perfil são as fotos simples, tiradas num instante, com o celular. “Aquela história de ficar esperando a obra ficar pronta, com sofá, parecendo capa de revista… Não precisa. As pessoas não querem ver isso. Elas têm outros lugares para buscar fotos perfeitas”, sugere.

 

À frente do escritório Doma Arquitetura, de São Paulo (SP), inaugurado em 2007, Patricia conta com um time de 12 pessoas. Com cerca de 45 trabalhos sendo feitos simultaneamente, o escritório também desenvolve projetos a distância. “Na pandemia, o escritório não parou. Contratei três novas pessoas”, celebra. Além disso, como ficou impossibilitada de visitar as obras por três meses, para não deixar o canal do YouTube sem conteúdos novos, ela investiu em um chroma-key (tela verde), onde gravou vídeos mostrando os desenhos dos projetos.

Como dica para quem está saindo da faculdade de Arquitetura e Urbanismo e iniciando uma carreira, ela é categórica: não escolha projetos. “Eu nunca escolhi projetos. Aparecia, eu pegava. Aceitar os desafios vai te amadurecer, fazer com que você conviva com pessoas diferentes, estilos diferentes. Sair da zona de conforto é muito enriquecedor”, ressalta. Para contratar a Doma, é necessário enviar um e-mail pedindo informações para: projeto@domaarquitetura.com.br.

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