O cruzamento de disciplinas, o agrupamento de habilidades e o fomento da cadeia produtiva foram pontos destacados por todos os profissionais, que se reuniram para congregar as próximas etapas a serem seguidas no que tange à implantação do BIM na região Sul

Por Josi Basso

O desenvolvimento da cadeia da construção civil, crucial para a evolução habitacional e de infraestrutura do Brasil, recebeu um aliado em âmbito regional. Trata-se do BIM (Building Information Modeling), sistema de gestão de obras que segue normativas e padrões em todas as vertentes, para todos os segmentos do setor. “Em primeira instância, a propagação do BIM foi formalizada para a região Sul, mas já difundida e planejada para âmbito nacional e, quiçá, internacional”.

Esta é a expectativa do secretário de infraestrutura e logística do Paraná (SEIL), José Richa Filho, que teve as palavras transmitidas e agregadas às de Lidio Akio Sasaki, diretor do Departamento de Gestão do Plano de Obras de Infraestrutura e Logística da SEIL.  “Já firmamos um Termo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento mútuo da BIM com Santa Catarina, mas a nossa proposta é a criação da ‘Rede BIM Sul’, envolvendo os três estados. Para tanto, a etapa subsequente é a afirmativa dos demais estados”.

O tema foi debatido durante o evento 1º Seminário Regional ‘Construindo BIM: Desafios e Perspectivas para implantação no Brasil’ realizado em Curitiba por meio do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no estado do Paraná (Sindarq/PR), em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL) e a Paraná Edificações (PRED), com o patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR).

Abertura do 1º Seminário Regional BIM. Foto: Rafaelle Mendes/Sindarq-PR

Abertura do 1º Seminário Regional BIM. Foto: Rafaelle Mendes/Sindarq-PR

Durante os dois dias de debates e trocas de experiências, 23 profissionais expuseram suas experiências em torno da  BIM (Building Information Modeling) e em consonância somaram esforços em prol da implantação da Plataforma. O cruzamento de disciplinas, o agrupamento de habilidades e o fomento da cadeia produtiva foram pontos destacados por todos os profissionais, que se reuniram para congregar as próximas etapas a serem seguidas no que tange à implantação na região Sul da BIM.

BIM como Política Pública

“Considero o BIM uma ferramenta indutora de melhoria. Agora, vamos iniciar a implantação e análise, participar de diálogos setoriais e demostrar que o sistema Building Information Modeling, que visa à melhoria da gestão pública, ode, sim, ser tratado como Política Pública”, enfatiza Sasaki.

Além deste, outro aspecto enfatizado por todos os profissionais que compilaram as informações dos participantes do evento é a de que “Brasil depende do próprio Brasil para crescer”, diz Valter Fanini, engenheiro civil, diretor do Senge/PR;

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Lidio Akio Sasaki, diretor do Departamento de Gestão do Plano de Obras de Infraestrutura e Logística da SEIL e Valter Fanini, diretor do Senge/PR;

O mesmo que, em outras palavras, enfatizou o representante do CAU/PR. “A sinergia de todos os segmentos dos profissionais da construção civil somando esforços, trabalhando juntos, agregando nações, territórios, enfim, falando a mesma língua empregada em âmbito nacional, mas até então não transmitida para o segmento da construção civil, pode ser feito por meio da BIM”, esclarece.

Exército Brasileiro expande sistema para uso do Governo nas esferas federal, estadual e municipal

No seminário, em âmbito Federal, a Diretoria de Obras Militares (DOM) – órgão de apoio técnico-normativo do Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro – que possui o Sistema BIM mais evoluído do país, está desenvolvendo bibliotecas informativas para atender necessidades específicas, seguindo normativas e padrões em todas as vertentes, para todos os setores.

“O papel do Exército será definir parâmetros para atender cada necessidade corporativas. Atualmente nós desenvolvemos ferramentas e metodologias de trabalho para atender o próprio negócio do Exército, dentro das nossas atuações”, enfatiza o Cel. Washington Gultenberg Luke O Cel. Gultenberg Luke – que também atua como gerente do Exército no Projeto de Implantação e Difusão da Plataforma BIM no Brasil – esclarece ainda que a base de infraestrutura de informação do Sistema que o Exército tem foi modelado para a forma com que atuam. Mas informa que “a mesma estrutura que usamos para fazer controle de fronteiras será empregada para efetivar o gerenciamento de obras”, explica o Cel. Washington Gultenberg Luke. “É outro nível”, esclarece ele. “Esse controle de informações não envolve só arquitetos, urbanistas e engenheiros. Vai muito além. Envolve economistas, contabilistas, enfim, várias frentes de profissionais, muita gente terceirizada, para tratar de uma complexidade de objetos direcionados para necessidades específicas. Vamos usar as mesmas estruturas, mas adequando ao fim característico”, completa.

Cel. Washington Gultenberg Luke. Foto: Rafaelle Mendes/ Sindarq-PR

Cel. Washington Gultenberg Luke. Foto: Rafaelle Mendes/ Sindarq-PR

Até dezembro deste ano, o Building Information Modeling (BIM) – sistema de gestão de obras do Exército Brasileiro – vai estar a serviço do Governo Federal e, ainda, para a execução de obras estaduais e municipais. O relato foi feito pelo Cel. Washington Gultenberg Luke, oficial do Exército Brasileiro desde 1990

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