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Dona Chica, o nome forte da Cidade do Sol

A transformação do Sol Nascente/Pôr do Sol em região administrativa foi um marco na vida dos quase 90 mil habitantes do local. Muitas melhorias em infraestrutura foram implantadas nos últimos anos para levar dignidade, qualidade de vida e cidadania à região que, pouco a pouco, vem ganhando nova cara. Muito dessa nova realidade está sendo possível graças a um nome e sobrenome: Francisca Ambrósio do Nascimento, a Dona Chica, 73 anos.

Moradora da Pôr do Sol praticamente desde que chegou à região de Ceilândia (DF), ela participou da construção de uma cidade pela qual lutou desde o início, há mais de 48 anos. Passou por muitos episódios tristes, viu casas serem destruídas, todo tipo de agressão do poder público sobre as centenas de famílias que lá residem. Mas ela nunca esmoreceu e a luta sempre foi grande para alcançar a realidade de hoje. Os setores habitacionais ainda são um sonho em construção, muito precisa ser feito na Cidade do Sol, a 32ª região administrativa do Distrito Federal, uma conquista recente graças a pressão da comunidade liderada por Dona Chica pela aprovação do Projeto de Lei n° 350/2019 que transformou a  Sol Nascente/Pôr do Sol em cidade.

Quem duvida que não seja possível conquistar mais melhorias quando se trata de Dona Chica, prefeita da Pôr do Sol para mais uma gestão, até 2023. Moradora do mesmo local ainda quando a área era tomada por chácaras, ela agora se empenha em reconquistar os R$ 100 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que não foram liberados a tempo de projeto de obras ter sido licenciado para dar andamento a trechos de pavimentação. “Não teve nenhum parlamentar com a capacidade de impedir que o dinheiro fosse embora. Agora estamos brigando com deputados distritais e federais e senadores para ver se colocam verba de emenda pra terminar as obras de infraestrutura que faltam”, relata.

Dona Chica é uma mulher forte em todos os sentidos.. Enfrenta os percalços com a cabeça em pé, o que inclui algumas desavenças com outras lideranças da própria comunidade que volta e meia insistem em ‘cutucar’ o que ela faz. “Eu não me preocupo com isso. Se meus opositores trabalharem em benefício dessas famílias para mim está bom.” Divorciada desde 2004 porque o marido mandou ela escolher ou ele ou a comunidade, hoje ela encontra forças também na sua família de sangue: são 3 filhos (duas mulheres e um homem) e quatro netos (duas meninas e dois meninos). Mas o coração tem espaço para muita gente, como todos lá da Sol Nascente/Pôr do Sol já sabem.

Crédito arte sobre foto de Carolina Jardine

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