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Após dois dias de intenso trabalho, o Seminário CONFEA-AU, realizado dias 24 e 25/07, foi encerrado com 23 proposições que darão continuidade ao diálogo entre arquitetos, engenheiros e agrônomos para harmonização dos entendimentos sobre as atividades pertinentes a cada profissão e cada Conselho.

“É honroso fazer a história e foi isso o que ocorreu aqui. Estou muito feliz e orgulhoso”, declarou Haroldo Pinheiro, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, ao final do encontro realizado no Hotel Nacional em Brasília. “Demos um passo fundamental. Lembro aqui um importante e querido arquiteto brasileiro, Miguel Pereira, que sempre nos repetia os versos do poeta espanhol Antonio Machado: caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar. Nós somos construtores, realizadores e saberemos realizar juntos essa caminhada, trabalhando a serviço da sociedade”.

“Valeu a pena. Não tenho dúvidas de que serviremos de modelo para outros conselhos de classe que também tem seus conflitos. O importante é que usamos o conhecimento que temos para propor soluções para nossas divergências, sem apelar para outras vias como o Judiciário, leigo no assunto”, disse José Tadeu da Silva, presidente do Conselho Nacional de Engenharia e Agronomia. “Esse entendimento ganha maior importância ainda no momento em que surgem propostas para criação de agências reguladoras para assumir as funções de fiscalização das profissões. Estamos no rumo certo que o Brasil precisa”.

A satisfação manifestada pelos dois presidentes foi espelhada também nos resultados de pesquisa promovida pelo CONFEA entre os participantes. Na sessão de encerramento do seminário, a maior parte dos oradores elogiou a iniciativa e as primeiras proposições. Alguns fizeram uso da metáfora de um casal que se separou e agora volta a conviver, de forma amistosa, morando cada um em sua casa.

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