“A mesma estrutura que usamos para fazer controle de fronteiras será empregada para efetivar o gerenciamento de obras”, diz Cel. Washington Gultenberg Luke

Por Josi Basso

Até dezembro deste ano, o Building Information Modeling (BIM) – sistema de gestão de obras do Exército Brasileiro – vai estar a serviço do Governo Federal e, ainda, para a execução de obras estaduais e municipais. O relato foi feito pelo Cel. Washington Gultenberg Luke, oficial do Exército Brasileiro desde 1990, durante o 1º Seminário Regional ‘Construindo BIM: Desafios e Perspectivas para implantação no Brasil’.

Para tanto, a Diretoria de Obras Militares (DOM) – órgão de apoio técnico-normativo do Departamento de Engenharia e Construção Exército Brasileiro – que possui o Sistema BIM mais evoluído do país, está desenvolvendo bibliotecas informativas para atender necessidades específicas, seguindo normativas e padrões em todas as vertentes, para todos os setores.

“O papel do Exército será definir parâmetros para atender cada necessidade corporativas. Atualmente nós desenvolvemos ferramentas e metodologias de trabalho para atender o próprio negócio do Exército, dentro das nossas atuações”, enfatiza o Cel. Washington Gultenberg Luke

O Cel. Gultenberg Luke – que também atua como gerente do Exército no Projeto de Implantação e Difusão da Plataforma BIM no Brasil – esclarece ainda que a base de infraestrutura de informação do Sistema que o Exército tem foi modelado para a forma com que atuam. Mas informa que “a mesma estrutura que usamos para fazer controle de fronteiras será empregada para efetivar o gerenciamento de obras”, explica o Cel. Washington Gultenberg Luke.

“É outro nível”, esclarece ele. “Esse controle de informações não envolve só arquitetos, urbanistas e engenheiros. Vai muito além. Envolve economistas, contabilistas, enfim, várias frentes de profissionais, muita gente terceirizada, para tratar de uma complexidade de objetos direcionados para necessidades específicas. Vamos usar as mesmas estruturas, mas adequando ao fim característico”, completa.

Para demonstrar o sistema de gestão e a complexidade de atuação que o BIM pode alçar, o Cel. Washington Gultenberg Luke fez a apresentação de alguns projetos desenvolvidos pelo exército em um tour 360º, em 3D, desenvolvidos no Rio de Janeiro, em Brasília (DF), em Santa Maria (RS).

Sob a perspectiva de financiamento para a contratação do BIM em âmbito Federal, o Cel. Washington Gultenberg Luke cita como exemplo a utilização do poder de compra em diferentes esferas. “Em âmbito Federal, um exemplo é o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, que agora necessita ser aperfeiçoado, padronizado, planejado para estados distintos, em suas complexidades diversas”, finaliza.

O evento – realização do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no estado do Paraná (Sindarq/PR), em parceria com a SEIL e a Paraná Edificações (PRED) – tem continuidade nesta quarta-feira (22), no Auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, das 9h às 18h, e conta com outros painéis de especialistas de todo o país.

Além da parceria entre Sindarq PR, SEIL e PRED, o Seminário conta com o patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR) e apoio das entidades representativas da arquitetura e engenharia do Paraná.

SERVIÇO:

1º Seminário Regional Construindo BIM: Desafios e Perspectivas para Implantação no Brasil

Data: 21 e 22 de outubro de 2014

Local: Auditório Museu Oscar Niemeyer

Horário: 9h às 18h – Evento Gratuito – Inscreva-se!

Informações pelo site do evento: http://migre.me/m0bMR

E-mail: seminarioconstruindobim.pr@gmail.com

Tels:: (41) 3304 8609 / 3304 8610 / 3304 8611

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